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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ultimato

ULTIMATO
(André L. Soares & Rita Costa)
.
Eu quis ser tantas coisas
– ou ao menos, mais que isso –
ir muito além de esposa...
criar...
meus próprios paraísos.
Só não sabia que as escolhas
implicavam em sacrifícios
e vícios tamanhos...
.
O que eu faço agora...
se essa vida contrasta
com a imensidão dos sonhos?
.
Na verdade, venho há tempos...
exilando-os em mim mesma;
sobrevivendo de aparências,
presa ao marasmo do cotidiano.
Tenho então, evitado conflitos
– na voz passiva –
e como um barco de desejos à deriva...
apenas prossigo.
.
Mas qualquer hora dessas
eu renasço...
saio sozinha, ganho a rua,
deixo tudo para trás,
em busca da alegria.
Não será sempre assim...
dia desses, crio coragem,
quem sabe até me mando,
assumo outra identidade...
.
Certo é que... não será hoje!
– tomara, não seja tarde... –
Só não me pergunte... ‘quando’...
.
.
O poema acima é de autoria de André L. Soares, que gentilmente permitiu seu uso. Lei Federal n. 9.610/98 – Respeitem os direitos autorais.
 
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